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Um Guia para Iniciantes de Óleos Essenciais – Parte 2: Como usar Óleos Essenciais

Existem várias maneiras pelas quais os óleos essenciais são comumente usados ​​terapeuticamente:

difusão (inalação), aplicação tópica (pele), banhos e ingestão oral.

Neste post, entraremos em detalhes sobre cada método, como funciona e dicas importantes de segurança.

Difusão

A difusão descreve o processo de dispersão de moléculas de óleo essencial no ar para que possam ser inaladas. A difusão funciona porque, quando inalamos óleos essenciais, fazemos mais do que simplesmente cheirá-los. Quando inalamos óleos essenciais, as moléculas do óleo essencial entram no sistema olfativo e nos pulmões, onde podem ser absorvidas pela corrente sanguínea. A corrente sanguínea então transporta essas moléculas para o resto do corpo, onde podem interagir com células e outras moléculas do corpo para causar um efeito. A difusão é mais frequentemente usada para modulação do humor, como energizar ou reduzir a ansiedade, e também pode ser usada para lidar diretamente com problemas respiratórios.

Existem vários tipos diferentes de difusão: evaporação simples, vapor, difusão ultrassónica, nebulização e calor.

A evaporação simples é apenas isso: permitir que o óleo essencial evapore ‘passivamente’ (ou seja, sem calor ou outro mecanismo) no ar. Pode colocar algumas gotas de óleo essencial numa bola de algodão e depois inalar da bola de algodão, pode usar um difusor com varas de junco ou simplesmente colocar algumas gotas de óleo essencial numa pedra aromática (geralmente uma pedra de lava porosa ou argila), ou numa “bolacha” (rodela) de madeira. Existem outros tipos de pingentes aromáticos, como os colares difusores, por exemplo.

Difusores pessoais

Os difusores pessoais são ótimos para levar para qualquer lado e não encher uma sala inteira com a dispersão de moléculas de óleo essencial no ar como com um difusor ultrassónico ou nebulizador por exemplo. Isso pode ser útil se estiver num espaço público e pode manter uma terapêutica mesmo fora de casa. Muitas vezes vemos pessoas a utilizar um pequeno difusor na sua mesa de trabalho, mas essa prática pode ser considerada uma falta de consideração com colegas de trabalho que podem ter alergias ou sensibilidades, ou simplesmente não gostar do cheiro ou efeito dos seus óleos essenciais. Por isso, os difusores pessoais podem ser uma boa opção nestas circunstâncias.
Um tipo de difusor pessoal, às vezes chamado de inalador pessoal ou bastão de aroma, usa um pavio embebido em óleo essencial dentro de um tubo de vidro, plástico ou metal. Através deste tubo pode então inalar o óleo essencial e as moléculas do óleo essencial entram nos sistemas olfativo e respiratório.

Inalação de vapor

A inalação de vapor é um processo em que o óleo essencial é misturado com água que é então aquecida até formar vapor. Isso pode ser feito com um dispositivo de vapor facial dedicado ou com a tradicional tigela de água quente. Para isso, você se inclina e inala o vapor enquanto cobre a cabeça e a tigela com uma toalha. Esse método difundirá mais óleo essencial do que a simples evaporação, mas algumas pessoas não podem tolerar o vapor, e deve-se ter cuidado para garantir que você não queime o rosto ou irrite os olhos e o nariz com os vapores do óleo essencial. Não é um método a que aconselhamos a praticar pois, no nosso entender há mais riscos que benefícios.

Veja os nossos artigos:
COMO USAR ÓLEOS ESSENCIAIS COM SEGURANÇA
O QUE FAZER EM CASO DE REAÇÃO ADVERSA

Difusão Ultrassónica

A difusão ultrassónica é talvez o método de difusão ativo mais popular, e os difusores ultrassónicos (humidificadores) estão amplamente disponíveis. Gotas de óleo essencial são adicionadas num reservatório de água que o difusor agita usando ondas sonoras ultrassónicas. Essa agitação dispersa o óleo essencial e a água no ar, tornando-o disponível para inalação. Este método é geralmente considerado muito confiável e de baixo risco, embora o custo de um difusor ultrassónico possa ser um obstáculo para alguns. No entanto, alertamos para o facto de os óleos essenciais não se diluem em água e ainda que os mesmos corroem o plástico, e que poderão ser libertadas partículas nocivas para a sua saúde. No entanto, se é este o seu difusor, limpe-o sempre após cada utilização com um pano macio e álcool, para limpar qualquer vestígio de óleo essencial que se deposite no reservatório, de modo a que a sua utilização seja mais segura e menos nociva.

Nebulização

A nebulização é outro método de difusão bastante popular, embora não sejam tão comuns de se ver quanto os difusores ultrassónicos. Os nebulizadores funcionam usando um jato de ar pressurizado para dispersar o óleo essencial no ar sem o uso de água. Este é um método bastante confiável e seguro, mas tende a usar mais óleo essencial de cada vez do que a difusão ultrassónica, no entanto mais eficaz em usos terapeuticos. Existem vários tipos de nebulizadores no mercado, e essencialmente destacamos dois. O recipiente onde coloca as gotas de óleo essencial é de vidro, ou enrosca o próprio frasco de vidro do óleo essencial no aparelho de nebulização. Para nós, é o método de difusão que aconselhamos para fazer em casa, com segurança!

Aplicação Tópica

A aplicação tópica refere-se ao processo de aplicação de óleos essenciais na pele. Ocasionalmente, isso é feito puro (não diluído) e para apenas 3 óleos essenciais (lavanda, árvore de chá e hortelã-pimenta), mas é sempre muito mais seguro diluir os óleos essenciais num óleo vegetal, como azeitona ou coco, ou outra base antes de aplicar na pele, pois ainda que considerados seguros, podem provocar reações adversas.

A aplicação de óleos essenciais na pele pode funcionar de duas maneiras. Em primeiro lugar, e mais obviamente, esta é a maneira ideal de resolver problemas de pele ou ajudar na cicatrização de feridas. Em segundo lugar, os óleos essenciais podem ser absorvidos pela pele e ter um efeito no tecido local ou ser absorvidos até a corrente sanguínea, onde podem ser transportados para o resto do corpo. Muitas vezes é recomendado aplicar óleos essenciais nos pulsos e têmporas, e isso deve-se às artérias que existem perto da superfície da pele nessas áreas, o que pode facilitar a entrada dos óleos essenciais na corrente sanguínea.

Diluir um óleo essencial significa simplesmente misturar uma pequena quantidade de óleo essencial com uma quantidade maior de óleo vegetal inerte. As diluições são descritas em termos de percentagem de óleo essencial. Portanto, uma diluição de 1% significa que você tem uma solução com 1% de óleo essencial e 99% de óleo vegetal.

Mesmo que um óleo essencial possa ser usado com segurança sem diluição, isso geralmente ocorre apenas a curto prazo e raramente é necessário para o efeito terapêutico. As reações adversas aos óleos essenciais não diluídos podem incluir urticária (erupção cutânea com bolhas), vermelhidão, comichão e ardor, e é difícil prever quem terá essas reações adversas. Nós recomendamos sempre diluir os óleos essenciais, tanto por segurança quanto por custo-benefício.

Veja o nosso artigo: COMO USAR ÓLEOS ESSENCIAIS COM SEGURANÇA

Banhos

Os banhos de aromaterapia são uma prática comum e podem combinar algumas características tanto de aplicação tópica quanto de difusão. Antes de adicionar ao banho, os óleos essenciais precisam ser misturados num óleo vegetal. Quando estamos no banho, um pouco de óleo essencial será absorvido pela pele e parte dele evaporará no ar. Muitas pessoas acham que essa imersão sensorial em óleos essenciais é uma experiência especialmente terapêutica. Mas atenção não se esqueça que os óleos essenciais NÃO se misturam com a água, é muito importante que retenha esta informação pela a sua saúde! Eles flutuam em pequenas gotículas na superfície da água e se entrar na banheira e sentar-se sobre essas gotículas de óleo essencial não diluído, existe o risco de irritação, uma vez que as gotículas não diluídas de óleo essencial se fixam na pele, geralmente em áreas sensíveis. é sempre necessário que os óleos essenciais sejam diluídos num agente dispersante, para poder usufruir de um balho relaxante sem riscos. Como os óleos são aquecidos pela água e também não podem evaporar, se não os diluir eles geralmente ardem bastante assim que tocam na nossa pele. Portanto, os óleos essenciais precisam sempre ser totalmente diluídos numa base apropriada antes de serem adicionados ao banho (um óleo vegetal, como por exemplo, óleo de côco, óleo de amêndoas doces…).

Ingestão oral

A ingestão oral é o processo de consumir um óleo essencial por via oral.
Este método é o que menos aconselhamos como método terapêutico e só deve ter sido em consideração em último recurso e apenas com recomendação do seu aromaterapeuta clínico certificado!

Este é um dos tópicos mais controversos na aromaterapia devido a considerações de segurança. A ingestão oral é diferente dos métodos descritos acima porque há um impacto mais repentino tanto no estômago quanto no fígado, que metaboliza (altera quimicamente) o óleo essencial. Outra questão é o contato com as mucosas da boca e da garganta. Os óleos essenciais podem irritar as membranas delicadas, causando desconforto às vezes grave e pode levar inclusive a pessoa às urgências se indevidamente ingerido.

Não ingerir óleos essenciais na água. Isso aumenta o risco de irritação gástrica e dificulta a absorção eficiente do óleo essencial pelo corpo. (Ao contrário do mito popular, a ingestão de óleo essencial na água não é absolutamente aconselhada!) Em vez disso, os óleos essenciais podem ser adicionados às cápsulas, juntamente com algum óleo vegetal, e engolidos como pílulas. Estas são cápsulas de gelatina regulares ou são cápsulas com revestimento entérico. As cápsulas com revestimento entérico protegerão o óleo essencial dentro do trato digestivo por mais tempo do que o revestimento não entérico, permitindo que ele seja absorvido mais abaixo nos intestinos. O tipo de cápsula utilizada dependerá do óleo essencial e da finalidade do uso. Mas, por favor, não faça isto em casa! É preciso ter bastantes conhecimentos para se fazer tal processo.

Existem preparações comerciais contendo óleos essenciais, como hortelã-pimenta, que são usados ​​para tratar problemas digestivos ou problemas intestinais, como inchaço e intestino irritável. Estes são seguros para uso conforme as instruções. Devido às possíveis complicações da ingestão (perturbação gástrica, interações medicamentosas, toxicidade hepática, segurança na gravidez…), recomendamos fortemente procurar a orientação de um profissional de saúde com experiência e credenciais relevantes antes de ingerir óleos essenciais.

Segurança do óleo essencial

Os óleos essenciais são substâncias extremamente concentradas, muitas vezes exigindo centenas de plantas para criar uma única garrafa. Devido à sua alta concentração, os óleos essenciais devem ser tratados com bastante cuidado.

Cada óleo essencial tem considerações específicas de segurança, mas aqui abordaremos aquelas que se aplicam a todos os óleos essenciais. Por favor, faça a pesquisa adequada antes de usar qualquer óleo essencial para descobrir quaisquer precauções exclusivas a serem tomadas.

  • Em geral, os óleos essenciais devem ser aplicados na pele com uma diluição máxima de cerca de 1 ou 2% para evitar irritação. Existem considerações especiais para muitos óleos aqui, bem como instruções especiais para aplicação em crianças ou pessoas com pele sensível. Pode verificar a nossa Tabela de Diluição para um bom ponto de partida.
  • Qualquer pessoa pode ter alergia a qualquer óleo essencial, então recomendamos que teste qualquer novo óleo essencial (devidamente diluído) num pequeno pedaço de pele e observe a vermelhidão e irritação por 24 horas, ou qualquer outra reação que possa acontecer.
  • A ingestão oral é particularmente arriscada, por isso recomendamos usar esse método apenas se estiver sob os cuidados de um profissional de saúde com conhecimentos adequados.
  • Verifique se há interações com medicamentos antes de usar qualquer óleo essencial. Não devemos utilizar óleos essenciais ao mesmo tempo que medicamentos alopáticos. Fazer um intervalo de pelo menos 1 a 2 horas.
  • Mulheres grávidas ou lactantes devem ser cautelosas ao usar óleos essenciais, usando diluições mais baixas e evitando completamente alguns óleos. São poucos os recomendados nesta situação.
  • NÃO use recipientes de plástico para óleos essenciais ou misturas; em vez disso, escolha garrafas de vidro (de preferência vidro escuro) e esferas de aço, ou paus de madeira como os de gelado.
  • Armazene os óleos essenciais num local fresco e escuro num recipiente bem fechado. A exposição à luz UV, calor ou oxigénio pode acelerar o processo de degradação, danificando os óleos essenciais e quebrando-os, essencialmente fazendo com que eles se ‘estraguem’ mais rapidamente.

Como decidir qual método usar?

Agora que conhece as várias maneiras de usar os óleos essenciais, como decidir qual é o melhor método que pode usar? Isso depende de qual é o seu objetivo, para que é que está a usar os óleos essenciais. A aplicação na pele é melhor para tratar problemas da pele, qualquer forma de inalação é mais apropriada para ajudar com problemas de humor e psicológicos ou para problemas respiratórios fáceis.os óloes essenciais eles neste momento, uma das coisas mais maravilhosas sobre os óleos essenciais é sua versatilidade. Isso significa que pode usá-los da maneira mais adequada às suas necessidades, maximizando os benefícios e minimizando os riscos. Na esmagadora maioria das vezes, a diluição é a chave! Menos é mais!

Aprenda a USAR ÓLEOS ESSENCIAIS COM SEGURANÇA

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